Eu quero voltar lá!

Ah que vontade louca de ir pra lá!
Acordei com lembranças do Evangelismo no “lardo da ordem” e com alguns trechos da palestra que assisti do Wellington Nogueira, fundador do “Doutores da Alegria.” e eu refletia e o Espirito Santo me trazia a importância do amor, e a importância da alegria, e o quanto isso é contagiante! O quanto o amor une as pessoas, o quanto a alegria pode ajudar na cura de um coração, e no próprio processo de cura física de quem esta em um hospital e recebe a visita de um palhaço por exemplo.
Se você pudesse ver meu coração agora iria vê-lo apaixonado pelo Reino, o que no meu caso esta relacionado com pessoas! Muitas pessoas! Quero falar de amor e alegria!
Logo eu, que já me senti tão discriminado e passei anos da minha vida com grande tristeza dentro do peito.
Se eu vivi a revolução de amor dentro de mim, posso sim levar isso aos outros! Não faz sentido viver todas aquelas dificuldades ser restaurado e agora somente buscar a minha própria edificação.
Egoísmo e não Cristianismo!
O que tenho pedido é ousadia para fazer! Fortalecimento e intimidade com o Espírito Santo que tem sido tão amoroso, e o que falar de Jesus? Ahhhh a tua graça me basta!
Mas voltando a falar sobre o tempo em que passei no largo da ordem, com um grupo da igreja, eu posso dizer que eu quero muito:
Sentir aquele clima de guerra mas ao mesmo tempo, amor.
Sentar e ouvir as histórias, orar com os moradores de rua, falar para eles sobre Jesus, esperança, salvação.
Sabe que só o fato de estar ali e poder olhar nos olhos daquelas pessoas e apenas ouvi-las é algo que já me completa, mas DEUS sempre me surpreendeu, cada pessoa com quem eu já falei, cada abraço que eu já pude dar, cada aperto de mão, cada vida que ali se derramava diante do Senhor.
Era tão bom quando formávamos a roda para cantar e iam chegando pessoas e mais pessoas e elas se sentiam parte daquilo. Aprendiam as canções e cantavam conosco. Era maravilhoso!
Alguns sob o efeito da droga ou do álcool. Mas sabe que quando entravam na roda. Ah! Se sentiam parte daquilo tudo.
Lá eu aprendi a dar valor para algumas coisas, não que antes eu não dava, mas como passei a valorizar minha família, minha profissão, o fato de ter o pão de cada dia, roupas, amigos, enfim.
Eu pude concluir, fazer um grande diagnóstico a respeito de moradores de rua, travestis, e prostitutas. Acredito que 80% destes já ouviram falar do amor de Deus, tocavam em alguma igreja, dançavam para o Senhor e hoje se prostituem, ou estão perdidos, sem rumo nas ruas de Curitiba.
Se a gente for parar pra pensar, olha que valor tem os nossos avós, pais, afinal eles dobraram os joelhos para que Deus um dia nos alcançasse com seu amor, pelo menos com boa parte dos cristãos foi assim.
E eu ouvi tantas histórias do tipo: “eu ia na igreja com minha avó” “ja fui na igreja com minha mãe” “Eu tocava na igreja da minha avó”. E ai eu fico pensando na questão do clamor, na questão da semente plantada mas existe algo que me diz a respeito do livre arbítrio de cada um.
Se fosse fácil, filhos de pastores iriam direto para o céu. Mas eu conheço algumas pessoas que cresceram ouvindo a palavra mas por algum motivo deixaram o caminho.
Lembro com muito carinho o dia em que Deus me deu o nome do grupo de evangelismo do largo da ordem. A Luana tinha nos dado uma palavra (Ef 3.18,19 …’possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,
e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.”)
E ai eu pensei: É isso Deus!!, Estamos no largo da ordem e o texto fala da largura do seu amor. Então:
“O amor de Jesus é largo”
La ficamos por mais algumas madrugadas as vezes na sexta, as vezes no sábado.
Tive a certeza do meu chamado evangelístico quando em uma certa madrugada nos deparamos com um quebra-quebra entre gangues rivais, onde não havia muito o que fazer a não ser orar, reprender, de certa forma proteger as meninas, mas a situação ficou bem crítica com muitas pedras sendo jogadas, gritos e houve um momento em que precisamos sair de lá as pressas. E como sabem, o meu jeito de caminhar não me permite andar em alta velocidade. rs. Com isso pude contar com algumas pessoas que pacientemente me esperavam enquanto a maioria do grupo já estava lá na frente!
Mas o que tiro de lição de todo este tempo e o que o Espírito Santo vem me trazendo é minha paixão por aquele lugar, quero de novo passar aquele frio, sentir o frio que um morador de rua sente, mas também quero levar coberta, e comida. sentar pra ouvir e falar do amor de Deus,
Mas é perigoso! Sim pode até ser, mas com sabedoria, inteligência, graça, revestimento da armadura de Deus, cheio do Espirito Santo, ao lado de Jesus, com todos estes ingredientes eu quero voltar la um dia! Não preciso temer, declaro a minha total dependência de Jesus, pois sem Ele eu nada posso fazer!
Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber;
fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’.
“Eles também responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos? ’
“Ele responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo’.
(Mt 25. 42-45)
Anúncios