Uma reflexão sobre as brincadeiras de crianças e valores para a vida

Bolinhas de gude coloridas. Embora a grande maioria são verdes. Todas muito bem cuidadas, apesar de não serem novas. Algumas foram compradas, outras trocadas, e outras foram conquistadas. Sim, com muita dedicação e  treino nas pontas dos dedos, foram fantasticamente adquiridas.

Um capricho a parte. Água, sabão e um pano velho. Mágica! Bolinhas brilhantes como se fossem novas. Prontas para rolar novamente no chão batido.

Termina o jogo. Conta-se o saldo. Quantas ganhou? Quantas perdeu? Com a ajuda da camiseta, todas são agrupadas junto ao corpo e voltam para o vidro de maionese. E do vidro para o tanque da lavar roupa. Água, sabão e um pano velho. Este é o ciclo: Jogar, contar, juntar, lavar e aguardar o dia seguinte, para fazer tudo isso novamente …”

 

Um jogo de estratégia, de pontaria, e por que não dizer de administração? Administração do que se tem em mãos, (as bolinhas de gude). Apostar mais, ser mais ousado, ou mais seguro e parar?

Quem ensina isso para o menino? Os outros meninos? Quem ensina os outros meninos?

Os pais dos meninos? E quem ensinou os pais dos meninos?

E os meninos sem pais?

Aprendem juntos, uns com os outros? Aprendem no dia-a-dia!

E gostam de brincar.

E crescem, e podem trazer consigo algumas competências importantes.

Muitas vezes não percebemos nas brincadeiras de crianças alguns princípios e valores que podem estar contidos ali.

Mas mais importante do que a brincadeira em si, são as atitudes das crianças em relação as brincadeiras.

É importante explorar todo o contexto de uma brincadeira e o quanto isso pode ter impacto e importância para toda uma vida!

Nos dias de hoje, onde esta o menino que brincava de bolinha de gude?

Pense nisso!

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