Sobre a morte de Chorão e o testemunho do Rodolfo Abrantes

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A  morte de Chorão – Charlie Brown Jr no último dia 6 ,quarta feira, tem sido comentada e lamentada na mídia, redes sociais, enfim…

E é de se lamentar mesmo. Afinal de contas, existia vida, agora não existe mais…

Aos familiares, amigos e fãs que Deus os conforte, afinal só Ele pode fazer isso, nada vai trazer o Chorão de volta, mas a paz de Deus pode reinar no coração daqueles que entregarem este sentimento de dor ao Deus todo poderoso.

Isto posto, quero comentar sobre outro ponto que me chama muito a atenção.

Segundo o que tenho visto nos noticiários de modo geral, a morte de Chorão foi causada por overdose.

Mas interessante mesmo foi o comentário feito pela ex-esposa do vocalista no dia 07.03 – quinta feira:

“Estão divulgando que fui a causa da morte dele. Lutei até o final, mas perdi ele para as drogas. E que isso fique de lição para as pessoas”, desabafou. Graziela Gonçalves.

Os dois estavam separados há seis meses após um casamento de 15 anos.

E ai quero lembrar também outros casos semelhantes, em que “artistas” que eram vistos como líderes de um movimento onde se fala muito em liberdade, critica-se governo, sociedade. Estes que tem até hoje tem  suas frases e letras de músicas publicadas como verdadeiros “pensadores” e “poetas”, mas por um outro lado, vejo-os como “filhos da mídia”, falam palavrões e na verdade não estão nem aí pra nada! A não ser tocar suas músicas, achando que elas são instrumento para ir contra o sistema qual lutam tanto contra. Na maioria das vezes envolvem-se com drogas e por ai se perdem…

Como foi o caso de Cazuza,usou vários tipos de drogas, era envolvido pela promiscuidade e  alguns ainda o idolatram. Renato Russo, teve um relacionamento difícil com os pais, assumiu a homossexualidade e entregou-se ao álcool e as drogas. Cássia Eller, tinha uma companheira que disse que em uma de suas conversas com Eller ela disse: “”No momento, só sirvo para ganhar dinheiro. Não consigo me relacionar com ninguém.”

E por aí vai… estes são os ídolos brasileiros, estes são os compositores que iam contra tudo e contra todos. Deus então pra eles?

Uma coisa eu creio: todos tiveram suas oportunidades de se encontrar com Cristo, inclusive o Chorão.

E pessoas assim vistas como “ícones” continuam sendo idolatradas, viram temas de livros e filmes, ganham estátuas e monumentos em suas homenagens.

Para mim, pode até parecer exagero mas de certa forma foram “fracos”. Se é por uma causa que estavam lutando, para mim foram fracos. Porque não enfrentaram os problemas?

Se realmente era a luta por uma sociedade melhor porque não seguiram lutando, e que lutassem de cara limpa!

Agora, querem erguer estátuas? para quem se entregou para as drogas?

Ah, mas é um conceito errado, é uma doença, eles tiveram suas decepções…

Olha, já vi muita gente perder as duas pernas em acidente de carro e continuar vivendo, trabalhando e lutando. Dando a volta por cima. Recomeçando.

Vejo muitos pais de família que acordam 4 horas da manhã para pegar sei lá quantos ônibus para ir trabalhar para sustentar os filhos e a esposa.

Vejo muitas mulheres trabalhando fora e cuidando da casa, filhos…

Já vi pessoas que perderam seus parentes, mas continuaram lutando!

Sei de gente que foi traído no casamento, mas conseguiu casar-se novamente e hoje é feliz!

Muitos perdem o emprego todos os dias , mas com dedicação, logo vão conseguir outro.

A vida é assim, cheia de problemas mesmo.

Eu como “deficiente” não consigo aceitar o fato das pessoas aceitarem o problema.

Gigantes estão aí para serem derrubados, e você derruba um hoje e amanhã já aparece mais um, dois, três.

Depressão?

E Deus?

Já pensou em entregar tudo nas mãos Dele?

Olha o caso do Rodolfo Abrantes, foi um dos caras que mais falou palavrão em suas músicas, era líder dos Raimundos quando se converteu, tinha muito dinheiro e sucesso! Mas estava envolvido até o último com drogas também. Porém deixou tudo isso de lado e resolveu servir a Cristo.

Ahhh, agora é um religioso, que vive com a bíblia em baixo do braço? defina-o como quiser, mas saiba que ele é feliz e restaurado por Deus. Hoje ele leva vida as pessoas. Hoje ele vive de verdade!

E ai pessoas como o Rodolfo, Talles Roberto e tantas outras tomam esse tipo de decisão e são criticadas por estes que idolatram esses outros “artistas fracos”

Droga, álcool, homossexualismo, palavrões e tantas outras é uma questão de escolha. E tudo isso não agrada a Deus.

A bíblia fala em Romanos 6.23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.

Existe a opção da vida! E não importa o quão difícil esteja a situação, basta ter coragem e se entregar ao Salvador do Mundo. Jesus disse: : “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores”. Mc 2.17

O que eu mais fico triste ao lembrar da morte do Chorão por exemplo é porque ele poderia ser um grande instrumento de Deus como testemunho de Resgate. Assim como ocorre com o Rodolfo. Mas Deus respeita o livre arbítrio e as escolhas das pessoas.

Hoje, 09 de março, enquanto fazia algumas pesquisas na internet, vi uma matéria do G1, exatamente do Rodolfo falando de sua amizade com Chorão, onde ele diz que Chorão não o julgava e que ele chegou a ouvir sobre Deus… Pena que não levou a sério de verdade…

Confira a matéria.

09/03/2013 07h13 – Atualizado em 09/03/2013 07h13

‘Chorão sabia que precisava de Deus’, diz Rodolfo, ex-Raimundos

Roqueiro evangélico lembra amizade e conversa sobre religião com Chorão.
Para ele, cantor expressou ‘busca por algo mais do jeito dele’; veja letras.

Braulio Lorentz e Rodrigo OrtegaDo G1, em São Paulo

Rodolfo e Chorão conversam nos bastidores de um show em Belo Horizonte em 2003 (Foto: Arquivo pessoal / Rodolfo Abrantes)Rodolfo e Chorão conversam no camarim de um show em Belo Horizonte, em 2003. Rodolfo diz que recebeu esta foto de um amigo na quarta (6), dia que o cantor foi achado morto, e lembra: ‘Contei minha experiência com Deus (…) Ele estava ouvindo, não me julgou’ (Foto: Arquivo pessoal)
O EVANGELHOSEGUNDO CHORÃO
G1 lista trechos de canções do Charlie Brown Jr que citam Deus
O amor é assim, é a paz de Deus que nunca acaba / Eu vou com você pra onde você for / Eu descobri que é azul a cor da parede da casa de Deus”
“Lugar ao sol”
O melhor presente Deus me deu, a vida me ensinou a lutar pelo que é meu”
“Lutar pelo que é meu”
Sem roupa ela é demais, também por isso eu creio em Deus…
Meu bom, meu Deus, meu bom, me traz”
“Zóio de lula”
Tenho fé em Deus pra resolver qualquer parada Chega com respeito na minha quebrada”
“Tamo aí na atividade”
O dom que Deus te deu / Entrou em uma história no tempo”
“Talvez a Metade do Caminho”
Ele tem o Dom de Deus, o Dom mais puro que tem, eu digo: Amém!”
“Pra Mais Tarde Fazermos a Cabeça”
Sou cantor, eu sou bondade, eu sou guerreiro, eu sou o irmão /
O dom que Deus me deu eu dedico a vocês”
“O Lado Certo da Vida Errada”

“Eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais”, diz Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, hoje músico evangélico, sobre o cantor do Charlie Brown Jr encontrado morto na quarta-feira (6).

Rodolfo falou ao G1 por telefone sobre a época em que Chorão era “um dos poucos que podia dizer que era amigo” entre a geração de bandas dos anos 90, na qual Raimundos e Charlie Brown Jr se destacaram. Ele também destacou o interesse de Chorão pela conversão religiosa do roqueiro evangélico, no início da década passada.

“Chorão estava ouvindo, absorvendo, não me julgou”, diz sobre a conversa de 2003, registrada em foto que ele recebeu no celular no dia da morte do cantor.

G1 – Qual era sua relação com o Chorão?
Rodolfo Abrantes – O Chorão era um dos poucos caras que eu podia dizer que era meu amigo das bandas daquela época da década de 90. Ia na minha casa, eu ia na dele. Chegou até a me dar um skate, saíamos juntos. E tocávamos juntos, fazíamos shows. Gostava muito dele porque era uma pessoa real. Não era um personagem, ele era aquela figura. Ainda que você não concorde muito com coisas que pessoas fazem, tem que admirar quando elas são verdadeiras, esse é um terreno sagrado.

G1 – Você já falou que o Chorão pediu para que você pregasse para ele. Como aconteceu isso?
Rodolfo Abrantes – Quando comecei a ter minhas experiências com Deus, saí do Raimundos e minha vida mudou. Reencontrei o Chorão em show em Belo Horizonte, com Charlie Brown e Rodox, em 2003. No camarim ele chegou para mim, puxou numa cadeira, distante de outras pessoas, e falou: “Conta como foi a parada”. É interessante, porque ontem mesmo eu recebi uma foto dessa conversa. Eu contei como foi a minha experiência com Deus. Achava fantástico isso no Chorão: ele estava ouvindo, absorvendo, não me julgou. Dava pra ver que percebeu a diferença na minha vida e queria saber o que estava acontecendo.


Rodolfo também falou com o G1 sobre as letras de Chorão e sobre a o seu potencial para “levar multidões para Cristo”. Na discografia do Charlie Brown Jr, há doze músicas em que Deus é citado diretamente (veja as principais ao lado). Chorão gostava de “trocar uma ideia com Deus”, frase usada por ele para batizar a faixa bônus que fecha o disco “Preço curto, prazo longo”, de 1999.

Quando se pensa nas letras de Chorão, a primeira imagem talvez seja do rapaz sem dinheiro e desbocado que corteja uma “princesa”. Esse é o caso dos hits “Proibida pra mim”, “Vícios e virtudes”, “Tudo o que ela gosta de escutar” e “Champanhe e Água Benta” (do verso “Toda patricinha adora um vagabundo”). Na mesma música, dizia que sua vida era “tipo um filme de Spike Lee: verdadeiro, complicado, mal-humorado e violento”, em alusão ao diretor norte-americano.

Há no cancioneiro do grupo, porém, temas que remetem a questões menos materiais. Chorão volta e meia menciona “o dom natural” que ele tem para se comunicar (expressão citada em “Uma criança com o seu olhar”). O letrista também falava bastante sobre os problemas que enfrentou antes do sucesso. Em “Não viva em vão”, cantava sobre estar só. “A vida já me derrubou, a vida já me deu abrigo / Mas a vida já me situou, que a solidão não faz sentido”, dizia Chorão na música.

A morte do pai, em 2001, inspirou versos sempre emotivos, como os de “Lugar ao Sol”. Na canção, cantava que “azul a cor da parede da casa de Deus”. Em “Pontes indestrutíveis”, afirmava: “Tomo cuidado pra que os desequilibrados não abalem minha fé pra eu enfrentar com otimismo essa loucura”. E completava: “Os homens podem falar, mas os anjos podem voar”.

G1 – O Chorão fez várias músicas que citam Deus. Isso já te chamou atenção?
Rodolfo Abrantes –
 O Chorão não tinha nenhuma rejeição à coisa de Deus. Só não se sentia confortável com religião. Eu lembro nessa conversa, em Belo Horizonte, que ele me mostrou a música em que canta “azul é a cor da parede da casa de Deus” [“Lugar ao sol”, de 2001]. E cantou inteira. É uma musica muito bonita. Não bíblica, mas sobre a impressao dele de Deus. Existia uma sede dele de algo mais, existia uma consciência de que o que ele precisava era Deus, e do jeito dele, fez muito bem.

Fiquei muito triste ao saber da morte dele, porque eu tinha certeza que um dia ele ia fazer uma coisa que o tirasse da depressão. Infelizmente agora não pode fazer mais nada. Os fãs do Charlie Brown têm uma maneira muito sadia e muito nobre de honrarem a história do Chorão: fazendo escolhas que os levem para perto de Deus, para a parte da luz. As pessoas podem honrar a morte dele, em memórias, se fizerem escolhas boas, que edifiquem. E vivam.

G1 – Você também já falou em uma entrevista que “se esse cara [Chorão] começar a falar de Jesus, você vaiver multidões vindo para Cristo”. Por quê?

Rodolfo Abrantes – Deus deu dons para as pessoas. Ele tinha o dom da palavra. O que o Chorão falava a galera seguia. As pessoas estavam muito perto dele. Todo mundo vibrava, as músicas eram cantadas em coro. Se tivesse experiências com Deus ele levaria muita gente para Cristo.

G1 – Qual foi a última vez que viu o Chorão?
Rodolfo Abrantes – 
A última vez foi em 2007. Eu fui gravar um CD ao vivo em São Paulo. A gente tinha muitos amigos em comum, um dele é o Tarobinha, skatista profissional, e hoje faz parte da mesma igreja que eu. Ele convidou o Chorão, ele estava em Santos. Ele pegou o carro dele, foi lá ao show, a gente conversou bastante e eu fiquei muito feliz de vê-lo ali.

G1 – O Digão e o Canisso [ex-companheiros de Rodolfo no Raimundos] foram ao velório. Você gostaria de ter ido também?

Rodolfo Abrantes – Eu estou [em João Pessoa] pregando todos os dias desde sexta. só vou voltar no domingo. Realmente, não tinha condições de ir. Mas, sinceramente, velório é para dar abraço nos familiares e amigos. Na minha despedida dele, eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais.

G1 – O Renato Pelado [ex-baterista do Charlie Brown, hoje também músico evangélico] ainda faz parte da mesma igreja que você?
Rodolfo Abrantes –
 Ele está na Bola de Neve. Mas há um ano estou congregando em outro ministério. Mas o Pelado está firme lá. Tenho muitos amigos e ele está muito firme, muito feliz. É alguém que deve estar sofrendo muito pela morte do Chorão.

Confira o vídeo do Testemunho do Rodolfo Abrantes:

Ouça as músicas do álbum RABT – Rodolfo Abrantes:

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