Futebol

ogaaaf28q8ubwlmic6rfaxkg0njopjtbo4ezh7a_aqcbb_ufr4cc3tjlrqodlsgy2rrhpvgmukmaorcu_-wknbnh4eiam1t1uiyqi8jt-9qawk7tgs4jo4igdkri.jpg

“Eu poderia estar jogando aqui agora e me divertindo com os amigos”.

“Torcer, ler e escrever, conversar sobre futebol tem sido bomé uma maneira que eu encontrei de mandar o pessimismo pra escanteio.”

224933_3538786568041_1898058529_n.jpg

Posso dizer que é sim uma paixão antiga. Não correspondida pelo fato de não poder jogar.

Mas cada vez mais intensa. A cada grito de gol. A cada lance, a cada vibração. É uma torcida enorme, é também diversão, é um coração que bate forte aqui.

Gosto de torcer de vibrar de comemorar, de estar lá no estádio torcendo. E diante disso tudo aprendi a ler bastante sobre futebol e como sou bastante “metido” no bom sentido da palavra, gosto e estou me arriscando a escrever algumas crônicas futebolísticas.

Observar o futebol é algo fantástico. Torcer, discutir, tendo ou não tendo razão.

Como um bom administrador gosto de olhar para o futebol sob o aspecto também corporativo, empresarial. Gosto destes comparações. Levar o campo pra empresa ou a empresa pro campo é algo que eu gosto de fazer.

Gostar de futebol é também se obrigar a fazer contas. Para ver se o time pode ser campeão, ou se pode ao menos chegar à libertadores. Ou pior, para fugir do rebaixamento no ano seguinte.

Mas bom mesmo é ver o time adversário, de preferência o maior rival lá em baixo na “zona da degola”.

É poder saber que segunda feira é dia de tirar sarro de colegas no trabalho. (Atenção! Façam isso com respeito e de acordo com limites). Ou é ter aquela preocupação quando o time perde: Como é que eu vou explicar esta derrota?

Assim é o futebol, envolve a massa, contagia, une, proporciona momentos de grandes felicidades, não se trata de um simples esporte. É o futebol!

Mas porque exitem brigas em alguns estádios? Ou por que há corrupção no futebol? Por que existe juiz “ladrão”?

Perguntas difíceis não? Exatamente. mas bola rola, e campeonato vai e campeonato vem e estas perguntas sempre vem à tona.

E o clima de copa do mundo? A véspera de um grande clássico? Os segundos que antecedem a cobrança de um pênalti que pode decidir a partida ou talvez o campeonato? Que emoções são estas?

Só acontece comigo? É só o meu coração que dispara de alívio ao saber que o chute do time adversário passou perto mas foi para fora? Não, tenho certeza que não.

Você pode até se perguntar: Mas por que esta paixão toda por futebol Rafael?

Pois bem, não sou um “simples” torcedor. E é justamente pelo fato de nunca poder ter jogado com amigos da escola, faculdade, ou trabalho. Ou seja, pelo fato de nunca ter experimentado o que é sair para comemorar um gol. Ou o que é dar um drible desconcertante? Qual a sensação de dar um passe para o gol? Ou melhor, de fazer o gol e sair para o abraço?

É meus caros, eu é que não sei.

Talvez você possa argumentar: “Mas eu ando corretamente e não gosto de jogar futebol”.

O problema é seu! (rs rs rs). Eu é que dou valor!

E torcer, ir ao estádio, pra mim é dizer: “Não pude jogar, mas vou empurrar meu time no grito”.

Não que o meu objetivo de vida fosse me tornar um jogador profissional. Embora fique sempre com a letra da musica do skank na cabeça: “quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”

Mas o fato é que já que sequer pude jogar bola na escola, quero me aproximar do futebol de alguma forma.

Torcer loucamente, mas sem fanatismo, sem desrespeitar o próximo por vestir uma camisa diferente.

Desde pequeno colecionava álbuns de figurinhas do campeonato brasileiro, e tenho eles comigo guardados até hoje (97, 98 e 99), além de inúmeras revistas “placar”.

O futebol estará sempre comigo.

Seja no estádio, na TV, no rádio, ou na internet. Sempre dou um jeito de saber o que se passa pelos gramados.

Quero poder um dia levar meus futuros filhos ao estádio.

Ah, esqueci de falar que coleciono camisas oficiais do CORITIBA, meu time do coração.

Falando de Coritiba, curiosidade ou não: tenho o mesmo nome do goleiro do Coritiba em 1985, ano que o clube foi campeão Brasileiro, e exatamente o ano em que eu nasci.

Quero encerrar dizendo que fico triste sim por não poder ter sido como as crianças que cresceram jogando futebol, e que muitas vezes fico triste quando passo em frente de algum campo de futebol e vejo alguma partida e penso: “Eu poderia estar jogando aqui agora e me divertindo com os amigos”.

E que por inúmeras vezes eu sonho que estou fazendo isso…

Mas por outro lado, posso torcer, e é isso que tenho feito.

Tentado olhar as coisas com um outro olhar. Vivido a vida de maneira diferente.

Graças a Deus posso ir ao estádio, posso gritar, xingar, (embora eu não fale palavrões). Torcer, ler e escrever, conversar sobre futebol tem sido bom, é uma maneira que eu encontrei de mandar o pessimismo pra escanteio.

E quanto ao bater uma bolinha, quem sabe lá no céu…um dia.

1391586_689775617701509_450855645_n 1383398_686217688057302_561150747_n 1385349_686218671390537_1244663395_n

 

Anúncios